quinta-feira, 11 de junho de 2015

Chicão admite suspensão de repasse de recursos e culpa royalties Folha da Manhã Online

Geral - Chicão admite suspensão de repasse de recursos e culpa royalties Folha da Manhã Online

Chicão admite suspensão de repasse de recursos e culpa royalties

Dulcides Netto
Em meio a decisão da Justiça que determinou que a Prefeitura apresentasse documentos de repasses federais, provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e verbas municipais, o vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão, negou a falta de repasse federal e informou que a verba municipal está atrasada há dois meses. Segundo ele, o motivo seria por conta da queda do repasse dos royalties do petróleo e a verba não tem data definida para retorno. A falta do repasse municipal foi confirmada pelos hospitais, que declararam não terem sido informados quanto ao assunto.
— O repasse que chega ao Fundo Municipal de Saúde pelo Fundo Nacional de Saúde que é a verba federal está em dia com os hospitais. O que acontece é que o valor é submetido a análise e o mesmo pode demorar até 60 dias para ser repassado às unidades de saúde. A verba municipal é um complemento que a Prefeitura de Campos oferece aos hospitais devido a tabela do SUS estar defasada. Quero ressaltar que outras prefeituras não ofertam esse valor aos hospitais — destacou Doutor Chicão, ressaltando que o repasse da verba federal deverá cair na conta dos hospitais até o próximo dia 15 (segunda-feira).
Na decisão do juiz Ralph Manhães, titular da 1ª Vara Cível de Campos, relata que, “há precariedade do serviço prestado pelo município demandado, o que não se pode admitir em se tratando de um ente federativo com recebimento de royalties tal como vem recebendo este município, lembrando-se que a noticiada queda de arrecadação desta verba se deu recentemente, tendo, até então, o Município réu recebido valores consideráveis à título de Royalties, não se justificando, portanto, o caos atual da saúde. Causa mais espanto ainda a falta de critério no direcionamento da verba pública, com o custeio de shows e outras atividades não necessárias em detrimento de uma das funções precípuas do ente público municipal, qual seja, prestação de serviços de saúde para a população, chegando-se a construir um sambódromo para abrigar tais eventos, o que destoa radicalmente das necessidades básicas dos mais necessitados deste município”, declarou a sentença.
Manhães intimou os secretários de Saúde, Controle e Fazenda; o Presidente da Fundação Municipal de Saúde e a Prefeita, para que, na esfera de atribuições de cada um exibam em 10 dias, relatório detalhado sobre eventuais valores referentes às ações e serviços públicos de Saúde; exibam em 10 dias, os documentos que comprovem as transferências de valores efetuadas pelo Município, por qualquer de seus órgãos, ao Fundo Municipal de Saúde, nos anos de 2013 a 2015, mês a mês; transfiram, no prazo de 5 dias, para o Fundo Municipal de Saúde, os saldos porventura existentes em outras contas, não vinculadas ao Fundo Municipal de Saúde e os respectivos rendimentos desde 2013.
— Vou cumprir tudo que está determinado. Trata-se de uma decisão judicial e a mesma deve ser cumprida — finalizou Doutor Chicão. 
10/06/2015 16:45

domingo, 7 de junho de 2015

Geral - Médicos da rede conveniada à Prefeitura sem pagamento Folha da Manhã Online

Geral - Médicos da rede conveniada à Prefeitura sem pagamento Folha da Manhã Online

Médicos da rede conveniada à Prefeitura sem pagamento

Devido ao atraso nos repasses hospitalares, médicos da rede conveniada à Prefeitura estão com o pagamento atrasado há cinco meses. Nesta semana, parte dos profissionais recebeu os salários referentes à produção de novembro do ano passado. Em outras unidades, o pagamento é referente ao mês de dezembro. Diante do descaso, o Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) vem a público denunciar o colapso do sistema de Saúde do município.
Como suporte a esta estrutura, a cidade possui uma rede conveniada com Sistema Único de Saúde (SUS) de quatro hospitais gerais que integram o sistema de atendimento à população, não só de Campos, mas de toda a região. A parcela de cidadãos que depende do sistema público para o tratamento de alguma patologia não é pequena: cerca de 85%.
O presidente do Simec, José Roberto Crespo, afirma que o município possui sua rede própria de assistência, cujos problemas são mais que conhecidos: rede básica ineficaz, postos 24 horas sem as estruturas físicas e técnica para dar cabo às demandas da população. Muitos pacientes não fazem, sequer, os exames mínimos de urgência: ECG, RX e exames laboratoriais. Com isso, a maioria dos casos é encaminhada ao Hospital Ferreira Machado e Hospital Geral de Guarus, criando a sobrecarga ao atendimento nestes hospitais, além de descaracterizar os casos que deveriam ser realmente atendidos nestas unidades hospitalares.
“Estamos acompanhando há vários anos o descompromisso da gestão pública com a população. Embora afirme que o município aplica quase 40% do seu orçamento em Saúde, este investimento não se transforma em um atendimento digno ao usuário. Além da tabela de honorários do Ministério da Saúde estar completamente defasada, há cerca de 15 anos sem reajuste, há um pacto perverso entre a municipalidade e a rede conveniada, onde o médico fica sempre em último plano, com uma lógica que não conseguimos entender. Paga-se aos diretores, fornecedores, insumos, água, luz, funcionários, etc. E o médico, que produz o recurso para pagar a todos eles não é lembrado, fica sempre para depois”, denunciou o presidente do Sindicato.
Para concluir, Crespo destacou que a contratualização com a rede conveniada não avança, os pacientes estão sem acesso a consultas e exames, o médico está desistindo de trabalhar por prestação de serviços e houve o retorno das extintas filas nas portas dos hospitais para marcação de consultas, situação que não se via há anos.
“È vergonhoso e humilhante ver isso vários dias em todos os nossos hospitais. Não dá para o médico ficar refém dessa engrenagem. É preciso voltar a pagar diretamente aos médicos os seus honorários, separando o que é serviço médico de serviços hospitalares, como sempre foi feito pelo Ministério da Saúde”, avaliou José Roberto.
Ele ainda apresentou a solução para que volte a haver regularização no pagamento: a criação de um calendário mensal de repasse dos serviços prestados pelos hospitais, com transparência e divulgação nos órgãos de imprensa. “Com isso todos os interessados poderão cobrar os seus recursos”, finalizou o presidente do Simec.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Defasagem na Tabela SUS afeta maioria dos procedimentos hospitalares

Defasagem na Tabela SUS afeta maioria dos procedimentos hospitalares




Foto: CFM 

11/05/2015

Mais de 1.500 procedimentos hospitalares incluídos na Tabela SUS, padrão de referência para pagamento dos serviços prestados por estabelecimentos conveniados e filantrópicos que atendem a rede pública de saúde, estão defasados. A lista poderia ser ainda maior se considerados os atendimentos ambulatoriais, não apontados neste levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a perda acumulada no período de 2008 a 2014, com base em dados do Ministério da Saúde.

Por procedimentos mais frequentes, como a realização de um parto normal, por exemplo, as unidades hospitalares receberam, em 2008, cerca de R$ 472 a cada Autorização de Internação Hospitalar (AIH) aprovada. Sete anos depois, o valor passou para R$ 550 – quase 60% inferior ao que poderia ser pago se corrigido por índices inflacionários como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Se o fator de correção fosse o salário mínimo, o montante chegaria a R$ 823.

Situação semelhante acontece no pagamento pelo tratamento de pneumonias. Em 2008, cerca de R$ 707 eram pagos a cada internação. No ano passado o valor médio passou para R$ 960, cifra defasada em 90% quando comparada com os principais índices de inflação acumulados no período. Aplicados estes índices, estima-se que o pagamento por despesas com este tipo de internação alcançasse até R$ 1.234.

Os dados foram coletados junto à base de dados Sistema de Informações Hospitalares do SUS - SIH/SUS, gerido pelo Ministério da Saúde. Além da quantidade de procedimentos autorizados a cada ano, foram confrontados os valores totais e médios pagos em cada um dos procedimentos (confira abaixo o déficit dos 15 procedimentos hospitalares com maior volume de produção ou clique aqui para acessar a lista completa). 

15 procedimentos de maior produção no SUS
15 procedimentos de maior produção no SUS


Subfinanciamento – Para o presidente do CFM, Carlos Vital, os valores confirmam uma realidade diária: a desvalorização da assistência, com falta de planejamento, financiamento limitado e gestão errática que desestimula os médicos e demais profissionais de saúde que atuam no SUS. Como resultado desse déficit financeiro, explica o presidente da Autarquia, “o País sofre com o fechamento de leitos, a desativação de hospitais, a crise no segmento filantrópico da assistência e a sobrecarga nas contas públicas de estados e municípios, que precisam se desdobrar para garantir o atendimento da população”.

A definição de recursos mínimos obrigatórios das três esferas de Governo, para o financiamento do SUS, foi alcançada em 2000 por meio da Emenda Constitucional 29. Para estados, Distrito Federal e municípios a EC 29 tem como base a aplicação de percentual da receita de impostos e transferências constitucionais e legais (12% para Estados e 15% para municípios). Para a União o piso seria corrigido pela variação nominal do Produto Interno Bruto do ano anterior. Entre 2000 e 2013, enquanto estados e municípios saíram de um patamar de 40% para 57% de participação no financiamento do SUS neste período, a União apresentou decréscimo de 60% para 43%. 

Inflação acumulada em produtos e serviços
Inflação acumulada em produtos e serviços

O conselheiro Claudio Franzen, representante do Rio Grande do Sul no CFM e que acompanhou de perto o processo de criação da Tabela SUS, em meados dos anos de 1990, também criticou a falta de atualização dos valores referenciais, que definem quanto a União destinará aos estados e municípios como contribuição ao pagamento dos procedimentos realizados na rede conveniada. “Além dos gastos com os profissionais, as contas com luz, água, remédio, transporte, limpeza e tantas outras despesas sobem, enquanto o governo mantém sua participação congelada. A sobrevivência do SUS depende diretamente do descongelamento da Tabela SUS, pois a permanecer a atual situação, médicos, serviços e hospitais terão que abandonar o atendimento ao SUS", criticou.

De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os custos de alguns produtos e serviços essenciais ao funcionamento de hospitais, por exemplo, chegaram a dobrar entre 2008 a 2014. O gasto com a compra de produtos alimentícios, usados no preparo das refeições dos pacientes, sofreu variação positiva de 58,4%.

O custo dos serviços de manutenção aumentou 44%, percentual idêntico ao dos reajustes de artigos de limpeza (necessários à higienização dos ambientes). No caso de serviços, a alta também foi importante: água e esgoto tiveram alta de 35,5%; eletricidade (14,2%) e combustível (38,45%). A estes índices, que são referências para o ajustamento de planilhas de custo dos estabelecimentos, devem ser acrescidos gastos de profissionais de áreas de suporte, como agentes administrativos, equipes de cozinha e de limpeza (confira ao lado alguns produtos e seus reajustes).  

Fonte: CFM 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Vereadores aprovam gratificação especial e complementação de salários para os médicos emergencistas

Vereadores aprovam gratificação especial e complementação de salários para os médicos emergencistas

O plenário da Câmara Municipal de Campos aprovou por unanimidade dois projetos do Executivo, na sessão desta quarta-feira (11). Um foi o projeto de lei nº 027/2015, que concede gratificação especial para os médicos emergencistas e o outro, de nº 028/2015, que complementa o salário dos servidores cedidos pela Secretaria Estadual de Saúde.

Líder do governo na Câmara, vereador Mauro Silva ressaltou que a prefeita Rosinha Garotinho, mesmo em tempos de crise, teve a sensibilidade de retomar a gratificação, com corte de 20%. No dia 25 de fevereiro, a Câmara aprovou projeto de lei, também do Executivo, que extinguia o benefício.
Vereador da oposição, José Carlos parabenizou a prefeita pela iniciativa. “Não seria produtivo para o município retirar a gratificação”.
Com relação ao projeto de nº 028, Mauro Silva explicou que, ao complementar o salário, a prefeitura está equiparando os salários dos servidores cedidos pelo Estado aos do município, porque os rendimentos pagos pela prefeitura são maiores do que os pagos pelo governo estadual.

O presidente da Câmara, vereador Edson Batista, disse que o pedido de urgência na votação dos projetos se deu em função da folha de pagamento dos servidores, que fecha no dia 12. “Se não fosse votado, teríamos um atraso de mais de um mês”.

sábado, 7 de março de 2015

Assembleia geral 2ª feira às 19 h. Avaliar proposta da prefeitura.

Assembleia Geral na 2ª feira dia 09/03/2015 às 19 h para avaliar proposta da prefeitura de corte de 20% na  gratificação referente aos plantões de 12 h com retorno aos plantões de 24 h.



Geral - Sem definição, ameaça continua Folha da Manhã Online


Sem definição, ameaça continua

Foto: Genilson Pessanha
A Prefeitura propôs aos médicos do Hospital Ferreira Machado (HFM), Hospital Geral de Guarus (HGG) e secretaria de Saúde a volta do plantão de 24 horas semanais, porém com corte de 20% na gratificação da categoria. A informação é do presidente do sindicato dos Médicos de Campos (Simec), José Roberto Crespo, afirmando que, após a reunião de sexta-feira (06) na prefeitura, os médicos vão se reunir em assembleia, na próxima segunda-feira, dia 9, na Faculdade de Medicina de Campos (FMC), a partir das 19h, e decidir os rumos do movimento. A categoria está em estado de greve desde o final de janeiro, em repúdio ao corte nos salários. O secretário de Governo Anthony Garotinho teria justificado que precisou fazer reajustes e cortes nos salários da categoria para readequar o novo orçamento, que neste ano teria o contingenciamento de cerca de R$ 1 bilhão.
— Estou preocupado com essa proposta, já que não há benefícios para os médicos. A nossa intenção era a volta do piso salarial no valor de R$ 5.516 (referente a 7 salários mínimos), como determinado na primeira gestão do então prefeito Garotinho, em 1989. Porém, a prefeitura não aceitou e o piso salarial, que está defasado se comparado com os municípios de São João da Barra e Macaé, continua em R$ 3.500 — declarou Crespo, afirmando ainda, que a prefeitura prometeu fazer um mutirão para realizar melhorias nas unidades de saúde e ofereceu disponibilidade aos médicos para integrarem ao programa Estratégia Saúde da Família (ESF), com verba do Ministério da Saúde, para complementar a renda. A reportagem tentou com contato com a secretaria de Comunicação, mas não teve êxito.
07/03/2015 11:50

Assembleia geral 2ª feira às 19 h. Avaliar proposta da prefeitura.

Assembleia Geral na 2ª feira dia 09/03/2015 às 19 h para avaliar proposta da prefeitura de corte de 20% na  gratificação referente aos plantões de 12 h com retorno aos plantões de 24 h.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Geral - Reivindicação de médicos vai ser discutida sexta à tarde Folha da Manhã Online

Reivindicação de médicos vai ser discutida sexta à tarde

Dulcides Netto
Foto: Folha da Manhã 
Sem definição. Após não aceitar as propostas do governo municipal, médicos do Hospital Ferreira Machado (HFM), Hospital Geral de Guarus (HGG) e secretaria de Saúde voltarão a se reunir nesta sexta-feira (06) com secretários e definir os rumos do estado de greve, que ocorre desde o final de janeiro, em repúdio ao corte nos salários. A informação é do presidente do sindicato dos Médicos de Campos (Simec), José Roberto Crespo, afirmando que a Prefeitura argumentou que precisou fazer reajustes e cortes nos salários da categoria para readequar o novo orçamento, que neste ano teria o contingenciamento de cerca de R$ 1 bilhão de reais.
— Os secretários de Governo, Administração e Saúde ficaram de fazer um estudo e analisar a nossa principal reivindicação, que é de elevar o piso salarial da categoria. Destacamos na reunião, que o salário está defasado, se comparado com os municípios de Macaé e São João da Barra, por exemplo. Já na nossa reivindicação das precárias condições de trabalho nos hospitais, o secretário de Governo, Anthony Matheus, se mostrou surpreso e disse que o governo municipal teria gastado cerca de R$ 40 milhões para garantir melhorias nas unidades municipais. Porém, a rede municipal de Saúde está defasada. O HFM já existe há 63 anos e a população de Guarus, que procura atendimento no HGG, aumentou nos últimos anos e pode ser comparada com o número populacional de um município, como o de Macaé — destacou o presidente do Simec, informando também que a rede municipal atende entre 80% e 90% da população.
No último dia 25, a Câmara de Vereadores aprovou decreto da Prefeitura de Campos que suspende a gratificação aos médicos do HFM, HGG e secretaria de Saúde, revogando, em menos de um ano, a mesma lei encaminhada pela prefeita Rosinha Garotinho à Casa de Leis. “Os secretários prometeram voltar com o benefício, porém com o valor menor. A proposta não foi aceita pela categoria. Queremos um novo piso salarial, e o valor aprovado na Câmara de Vereadores”, finalizou José Roberto Crespo.
Geral - Reivindicação de médicos vai ser discutida sexta à tarde Folha da Manhã Online


NOVA REUNIÃO DO SIMEC COM GAROTINHO E SECRETÁRIOS NA 6ª DIA 06/03 - ASSEMBLEIA TRANSFERIDA PARA PRÓXIMA SEMANA.

NOVA REUNIÃO DO SIMEC COM GAROTINHO E SECRETÁRIOS NA 6ª DIA 06/03 - ASSEMBLEIA TRANSFERIDA PARA PRÓXIMA SEMANA. MAIS DETALHES EM BREVE.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Decisão sobre greve dos médicos ficou para 5ª feira dia 05/03 .

Decisão sobre a greve dos médicos ficou para  5ª feira dia 05/03 quando será analisado o resultado da reunião do Simec e representantes dos médicos do HFM e HGG com Garotinho e representantes da PMCG.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

MÉDICOS DO HFM E HGG DECIDEM GREVE NA TERÇA DIA 03/03/2015

SINDICATO DOS MÉDICOS DE CAMPOS
FILIADA À FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS
CNPJ-30.405.708/0001-93
SEDE: Av. Alberto Torres, 205 – Altos - Tel/Fax: - 2723-2593 - 2724-2664

Campos dos Goytacazes - RJ


ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA


EDITAL DE CONVOCAÇÃO

O Senhor Presidente do Sindicato dos Médicos de Campos dos Goytacazes, no uso das atribuições que lhe são conferidas, nos termos do artigo 21, inciso II e artigo 30 do seu Estatuto, convoca os senhores associados, em pleno gozo de seus direitos sindicais para se reunirem em Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 03 de março de 2015, às 19h em primeira convocação, ou às 19 horas e 30 minutos em segunda convocação com qualquer número de associados, na Faculdade de Medicina de Campos, sala 02, situado na Avenida Alberto Torres, 205, para a seguinte ordem do dia: Deliberação sobre a Deflagração de greve geral dos Médicos do Hospital Ferreira Machado, Hospital Geral de Guarus e Secretaria de Saúde do Município de Campos dos Goytacazes.


Campos dos Goytacazes, 27 de fevereiro de 2015


José Roberto Crespo de Souza
Presidente do SIMEC




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

MANIFESTO DOS MÉDICOS PLANTONISTAS DO HOSPITAL FERREIRA MACHADO E O HOSPITAL GERAL DE GUARÚS

MANIFESTO DOS MÉDICOS PLANTONISTAS DO HOSPITAL FERREIRA MACHADO E O HOSPITAL GERAL DE GUARÚS

Os médicos plantonistas lotados na emergência dos Hospitais Ferreira Machado e Hospital Geral de Guarus protestam veementemente contra as declarações do Sr. Anthony Garotinho proferidas no seu programa de rádio nas últimas semanas, em que foram alvo de críticas.
Com relação aos comentários maldosos e inverídicos do Sr. Secretário de governo do Município temos a declarar que:
1 - O Hospital Ferreira Machado é referência de urgência e emergência em saúde para toda a região incluindo municípios de São João da Barra, São Francisco do Itabapoana, São Fidelis, Italva e Cardoso Moreira e ainda parte de Macaé, Conceição de Macabu estendendo-se em alguns caso até Região dos Lagos e Casimiro de Abreu. Por isto figura entre os hospitais do Estado do Rio de Janeiro, como um dos principais no atendimento a urgência, além da referencia regional em AIDS e Tuberculose.
2 – As equipes de plantão incluindo médicos, profissionais de enfermagem, assistentes sociais, funcionários administrativos e outros funcionam em perfeita harmonia de forma respeitosa e integrada cumprindo cada qual sua função no compromisso assumido. Não é verdade, portanto como disse o Secretário, que tenha flagrado “enfermeiro cumprindo papel de médico”, até porque tal fato é exercício ilegal da profissão passível de punição pelo conselho profissional correspondente e processo civil.
3- Com freqüência há falta de material de consumo bem como de instrumental adequado para o atendimento a pacientes em varias especialidades.
4- Que as instalações físicas estão inadequadas, mal conservadas, comprometendo o atendimento  a população.
5- Que a regulação de internações nos hospitais credenciados da rede não dão conta da lotação e demanda causando pletora no pronto socorro.
O que os médicos querem é um piso salarial digno para a categoria reduzindo a forma de remuneração por gratificação, não incorporadas ao salário e ausentes na aposentadoria do profissional, e a implantação imediata do Plano de Cargos e Salários, prometido pelos vários  governos que se sucederam e não cumprida, embora exigida pela Lei Orgânica  da Saúde 8080.
Até que isto ocorra os médicos plantonistas reunidos em Assembléia Geral do Sindicato dos Médicos de Campos, não aceitam a redução do valor das atuais gratificações. Queremos ainda condição adequada de trabalho com repouso, alimentação e higiene garantidas para um profissional que passa 24 horas em um plantão. Exigimos provimento de materiais e insumos adequados para a prestação de um serviço digno à nossa população.
Desde a inauguração dos pronto socorros a estrutura  permanece a mesma, embora a população atendida tenha se multiplicado, causando com isso sobrecarga as unidades, propiciando um atendimento indigno aos usuários (falta de privacidade, macas nos corredores , etc.).
De resto é lamentar que mais uma vez o Sr. Anthony Garotinho através do microfone de rádio tente jogar a população contra a categoria médica criando factóides e intrigas provocando revolta em muitos que ignoram a verdadeira condição de funcionamento dos hospitais.
Gostaríamos ainda que o Ministério Público através dos seus representantes agendasse visitas aos pronto socorros dos hospitais para verificação em loco da situação de funcionamento dos mesmos.


SINDICATO DOS MÉDICOS DE CAMPOS

OBS: ESTA NOTA VAI REFERENDADA PELOS 80 MÉDICOS PRESENTES NA ASSEMBLEIA GERAL DO DIA 09/02/2015, QUE DELIBERARAM MANTER-SE EM ESTADO DE GREVE AGUARDANDO NOVA RODADA DE NEGOCIAÇÕES COM A PMCG.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

MÉDICOS DA PMCG HFM HGG - ASSEMBLÉIA DIA 09 DE FEVEREIRO ÀS 19 H NO AUDITÓRIO DA SFMC

SINDICATO DOS MÉDICOS DE CAMPOS
FILIADA À FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS
CNPJ-30.405.708/0001-93
SEDE: Av. Alberto Torres, 205 – Altos - Tel/Fax: - 2723-2593 - 2724-2664 – 99780-2589
Campos dos Goytacazes  - RJ


CONVOCAÇÃO

O Sr. Presidente do Sindicato dos Médicos de Campos dos Goytacazes, no uso das atribuições que lhe são conferidas, convoca os senhores médicos que atuam junto a Prefeitura Municipal de campos dos Goytacazes, (assim como os médicos de ambulatório para pleitearem um piso salarial maior), para se reunirem no dia 09 de fevereiro de 2015, às 19h30min, no Auditório da SFMC situado a Av. Alberto Torres, 217 altos, para deliberar os seguintes assuntos:  A) Carga Horária dos Médicos da PMCG; B) Redução de Salários da PMCG; Condições de Trabalho da PMCG; D) Estado de Greve; E) Resultado do que ficou decidido com a reunião PMCG.

                       Campos dos Goytacazes, 06 de fevereiro de 2015.


José Roberto Crespo de Souza
Presidente do SIMEC


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

MÉDICOS DA PMCG HFM HGG - REUNIÃO DIA 09 DE FEVEREIRO ÀS 19 H NO AUDITÓRIO DA SFMC

Simec e governo municipal abrem canal de
negociação para discutir reivindicação dos médicos

            O sindicato dos Médicos de Campos (Simec) e o governo municipal estão com um canal de negociações aberto, em busca de saídas que atendam às reivindicações dos médicos plantonistas do Hospital Ferreira Machado (HFM) e do Hospital Geral de Guarus (HGG), que estão em estado de greve desde o início da semana. Na próxima segunda-feira (9), pela manhã, haverá nova reunião entre o Simec e representantes do governo para que seja apresentada a pauta de reivindicações da categoria. À noite, médicos realizam assembleia.
            A pauta de reivindicações foi elaborada numa reunião em que participaram cerca de 70 profissionais, na noite da última segunda-feira (2). A devolução dos cortes feitos nas folhas de pagamento dos médicos detentores de duas matrículas é uma das principais exigências. Os médicos pedem ainda: melhoria das condições de trabalho; manutenção do plantão de 24 horas; e permanência das gratificações oferecidas pela Prefeitura de Campos, até que estas sejam incorporadas aos salários e garantam o aumento do piso salarial da categoria.
            “O Sindicato está cumprindo com o seu papel de intermediar as negociações. Já realizamos uma primeira reunião com o vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão, e conseguimos abrir um canal de negociações. O governo se mostrou disposto a conversar e encontrar soluções. Isso é bastante positivo. Na próxima segunda teremos outra reunião com representantes do governo e à noite repassaremos todas as informações à categoria”, destacou o diretor do Simec, Luiz Carlos Sell.
FOTOS DA REUNIÃO DE 02/02/2015:




             
REPERCUSSÃO:
Política - Médicos ainda esperam acordo Folha da Manhã Online

Médicos ainda esperam acordo

Arnaldo Neto
Foto: Folha da Manhã 
O Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) e representantes da Prefeitura de Campos ainda tentam um acordo com relação aos cortes de salários dos médicos plantonistas do Hospital Ferreira Machado (HFM) e do Hospital de Guarus (HGG). De acordo com José Roberto Crespo, presidente do Simec, durante encontro realizado na última segunda-feira (02), com o presidente da Fundação Municipal de Saúde, José Manuel Moreira, o secretário de Administração Fábio Ribeiro e Procuradores do município, foi identificado que houve erro e ficou definido que haverá outra reunião na próxima segunda-feira (09), prazo que os representantes da administração pública pediu para buscar informações junto ao Tribunal de Contas sobre o salário dos médicos que têm mais de uma matrícula. José Roberto disse ainda que o problema do corte nos salários não é a única reclamação dos médicos.
Após o encontro com representantes da administração pública, José Roberto teve uma reunião com médicos no sindicato e constatou que a classe tem outras queixas. Na demanda está a aprovação do plano de cargos e salários, insalubridade e a adequação dos hospitais de acordo com o crescimento da cidade. “Como você trabalha em um ambiente sobre pressão, vendo pacientes nos corredores? Temos que ter, minimamente, um lugar digno para trabalhar. O município cresceu e os hospitais continuam com a mesma estrutura de 50 anos atrás”, disse.
Na semana que vem, após o novo encontro do presidente do sindicato com os representantes do poder público, haverá uma assembleia, para que todos os sindicalizados tenham ciência da decisão. José Roberto acredita que a questão salarial será resolvida. “São duas matrículas completamente distintas, não dá para você juntar como se fosse um valor único e achar que não pode pagar porque é maior que o salário da prefeita”, afirmou.
O presidente do sindicato reclamou ainda quanto falta de planejamento para realização de obras nos principais hospitais do município. “Talvez tenha a redução da arrecadação dos royalties este ano, mas há muitos anos nada é feito”, criticou José Roberto.
A Prefeitura de Campos, através da secretaria de Comunicação Social, foi contestada quanto à reunião com José Roberto Crespo. Mas até o fechamento desta edição não houve resposta.
Corte nos salários desmotivou profissionais
Os médicos plantonistas do HFM e do HGG foram surpreendidos com cortes nos seus salários ao receberem o contracheque de janeiro e entraram em estado de greve. Segundo eles, não houve aviso prévio ou justificativa convincente. A explicação seria que os profissionais estariam recebendo além do teto estabelecido para o salário da prefeita. O fato veio a público um dia após a Câmara de Campos aprovar um pacote com “medidas econômicas” enviado pela prefeita Rosinha Garotinho (PR).
Segundo o Simec, em um dos casos o funcionário recebeu R$ 3.379,75 a menos, com corte de R$ 1.023,75 no salário de uma matrícula e outro de R$ 2.356 no segundo vínculo. Ainda de acordo com o sindicato, a conclusão é que todos os profissionais que tiveram parte do pagamento cortado são detentores de duas matrículas e que, portanto, recebem dois salários distintos, que somados ultrapassaram o valor líquido pago mensalmente à prefeita.
04/02/2015 11:00

Médicos do HFM e HGG se unem contra ações da prefeitura - 3ª VIA ONLINE
Data: 02/02/2015 - 22:10:03

Médicos do HFM e HGG se unem contra ações da prefeitura

Eles se reuniram e elaboraram uma pauta de reivindicações a ser entregue na próxima segunda-feira

Médicos que trabalham nos setores de emergência do Hospital Ferreira Machado (HFM) e do Hospital Geral de Guarus (HGG) fizeram uma assembleia na noite desta segunda-feira (2 de fevereiro), no auditório da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), onde elaboraram uma pauta de reivindicações a ser entregue na sede da Prefeitura de Campos na próxima segunda, às 9h. Os médicos estão em estado de greve desde a semana passada e exigem uma resposta da prefeitura.

Ficou acordado entre eles que não será aceita a redução do valor da gratificação; que será mantida a carga horária de 24 horas por plantão; que o teto salarial será analisado por matrícula e não por CPF (em caso de profissionais com dois vínculos).

Outro questionamento é que a prefeitura reveja os cortes que já foram feitos. E, por último, eles querem melhores condições de trabalho.

Médicos Plantonistas anunciam greve

Publicado em 30/01/2015


Phillipe Moacyr
Clique na foto para ampliá-la
Diretor disse que não tem conhecimento da manifestação
O Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) informou nesta sexta-feira que os médicos plantonistas do Hospital Ferreira Machado (HFM) e do Hospital Geral de Guarus (HGG) estão em estado de greve por ter tido cortes na folha de pagamento neste mês. Entretanto, o presidente da Fundação Municipal de Saúde, José Manuel Moreira, disse, através de nota, não ter sido informado da natureza das reivindicações dos médicos plantonistas dos dois hospitais. José Manoel esclareceu que seu gabinete está sempre aberto, mas não foi procurado pelos médicos em questão. "É direito dos médicos ter duas matrículas. Isso tem que ser levado em consideração. Eles receberam mais porque trabalharam mais. Fizeram plantões extras e substituições", esclareceu o presidente do Simec, José Roberto Crespo.

Já o presidente da Fundação Municipal de Saúde afirmou que a saúde é prioridade no governo municipal, "o que se comprova pelos investimentos altos que têm sido feitos nos últimos anos". Moreira entrou em contato com o presidente do Sindicato dos Médicos e agendou para a próxima segunda-feira (2) uma reunião, que também contará com outros representantes do governo, onde os médicos, através de sua representação poderão expor suas reivindicações. Segundo o artigo 37 da Constituição Federal, inciso XI, alguns servidores atingiram o teto máximo previsto em lei.