segunda-feira, 5 de outubro de 2015

CONVITE DIA DO MÉDICO

Convite

Dia do Médico


O Sindicato dos Médicos de Campos, a Unicred Campos e a Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia
Convidam para as


Comemorações do
Dia do Médico

Programação:

Dia 16 de outubro de 2015 – Sexta-Feira

19h30 – Lançamento do Livro: “A SFMC, tem Ouro, Ametista e até Diamante: Médicos com mais de 50 anos de formado fazem história”.
Local: Área de Lazer da SFMC
Apresentação Musical
Noite de autógrafos
Coquetel
      
Dia 18 de outubro de 2015 – Domingo

12h – Churrasco de confraternização no Rancho da Ilha
Apresentação Musical Banda Cântarus
19h30 – Missa em Ação de Graças pelo dia do Médico
Local: Santuário Nossa Senhora Perpétuo Socorro (Convento)


Obs: A retirada do convite para o churrasco será até o dia 15 de outubro na sede do SIMEC e da SFMC no horário das 09 às 17 horas.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

CFM: FINANCIAMENTO DA SAÚDE PÚBLICA: PARTICIPAÇÃO FEDERAL NAS CONTAS DO SUS DIMINUI.

FINANCIAMENTO DA SAÚDE PÚBLICA: PARTICIPAÇÃO FEDERAL NAS CONTAS DO SUS DIMINUI.
Qui, 23 de Julho de 2015 12:09



Corte de R$ 12 bi nas contas da Saúde pode contribuir com o desmonte da assistência oferecida na rede pública

O ajuste fiscal no Orçamento Geral da União pode levar o Governo Federal a participar ainda menos do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa é a previsão de especialistas a partir da confirmação do corte de aproximadamente R$ 12 bilhões nos recursos previstos para a saúde em 2015. Nos últimos sete anos, enquanto estados e municípios aumentaram suas despesas públicas com saúde em 49,4% e 71,6%, respectivamente, a União cresceu apenas 40,4%, o que puxa para baixo o crescimento do conjunto da despesa pública no período, 51,3%.Para o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, a contabilidade das perdas sugere que, em 2015, a Saúde deve permanecer distante do foco de prioridades do gover-no. “O país assistirá estarrecido ao retrocesso ainda maior na presença pública da cobertura de despesas e investimentos com saúde. Como tem feito ao longo dos últimos anos, o CFM persistirá na observação do destino destas verbas. Não obstante, a execução dessa tarefa precisa ser feita por todos os cidadãos, em particular por aqueles 150 milhões dependentes do SUS, posto que cada centavo retirado desse orçamento pode significar perda da dignidade, da saúde e da vida”, declarou.




Dados corrigidos pelo IPCA/IBGE / Fonte: SIOPS, ANS e IBGE

Em 2014, segundo estimativa do Instituto de Direito Sanitário Aplicado (Idisa), o gasto público total com ações e serviços de saúde atingiu R$ 216,2 bilhões, o equivalente a 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) daquele ano – bem inferior à média internacional de 5,5%. Além disso, a parcela das despesas privadas (planos de saúde, medicamentos e gastos diretos das famílias) se manteve superior aos gastos públicos, como em anos anteriores, somando R$ 231,9 bilhões.

Historicamente, municípios e Estados têm ampliado sua participação no total do gasto público, especialmente a partir dos anos 2000, com o estabelecimento da Emenda Constitucional nº 29, que estabeleceu a vinculação de recursos às suas receitas (12% para Estados e 15% para municípios).

Impacto – “De forma concreta, o Ministério da Saúde contará, neste ano, com um orçamento inferior ao ano de 2014. Não podemos admitir o discurso de que nada será alterado, à medida que os números são claros e objetivos. Lamentamos que o governo federal, mais uma vez, insista em contribuir ao desmonte do nosso importante direito universal à saúde”, destacou Áquilas Mendes, coautor do estudo do Idisa e professor livre-docente de Economia da Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Mendes, “o ajuste afetará consideravelmente os investimentos fundamentais para a ampliação imediata de serviços ambulatoriais e hospitalares e prejudicará a implantação das Redes de Atenção à Saúde em todas as regiões dos estados brasileiros, impactando a prestação de ações assistenciais e sanitárias disponibilizadas a toda a população”.

Fonte: Jornal Medicina edição nº 245 (acesse aqui)
EDIÇÃO Nº 245 - JUNHO/2015 - Jornal Medicina - MavenFlip

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Geral - Saúde: conciliação contra caos Folha da Manhã Online

Geral - Saúde: conciliação contra caos Folha da Manhã Online

Saúde: conciliação contra caos

Marcus Pinheiro
Fotos: Valmir Oliveira 
Novos rumos na saúde pública do município foram traçados na tarde de quinta-feira (16) em uma audiência de conciliação, comandada pelo juiz da 1ª Vara Cível do município, Ralph Machado Manhães Júnior, junto com o promotor da 1ª Promotoria de Tutela Coletiva de Campos, Leandro Manhães, e representantes da Prefeitura de Campos, na qual foram discutidos planos de solução para os problemas da saúde no município. A ação movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE) ocorreu no auditório da 2ª Vara de Família, do Fórum Maria Teresa Gusmão, em Campos, e finalizou com acordo entre as partes.
Após cerca de quatro horas, na tentativa de conciliar os hospitais, categoria médica e poder público, através de ponderações e embates, com a finalidade de minimizar o caos instalado na saúde pública do município, diversas definições foram encaminhadas. Ficou decidido que os valores referentes às verbas de complementação da tabela do SUS serão repassados pelo município, mensalmente, aos estabelecimentos hospitalares até o dia 30 de cada mês, decisão válida a partir deste mês até nova contratualização, prevista para o início do mês de outubro deste ano, quando será instalado de forma efetiva o novo Plano Operativo Anual do município (POA).
Quanto às verbas de repasse do SUS (Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Municipal de Saúde) aos hospitais, ficou acordado no encontro que o prazo será de cinco dias úteis contados a partir da ordem bancária às contas município. Para garantir a pontualidade no pagamento dos salários dos médicos de cada estabelecimento, as entidades hospitalares presentes se comprometeram a executar a remuneração no prazo máximo de cinco dias úteis, após o efetivo recebimento dos valores repassados pelo poder público.
A ação teve como réus o secretário de Controle Orçamentário e Auditoria, Suledil Bernardino; o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Geraldo Venâncio; além do secretário de Saúde, Dr. Chicão, que também é vice-prefeito; do secretário de Fazenda, Walter Jobe; e da prefeita Rosinha Garotinho, que não compareceu à sessão. Ainda estiveram presentes na audiência o subsecretário de Administração, Sebastião Campista, e o procurador geral do município, Matheus da Silva José.
Já em prol da defesa dos direitos das unidades hospitalares privadas conveniadas à rede pública assistidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), se posicionaram os interventores da Santa Casa de Misericórdia e os diretores do Hospital dos Plantadores de Cana (HPC), do Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), do Hospital da Beneficência Portuguesa, do Hospital (Psiquiátrico) Abrigo João Viana e do Hospital (Psiquiátrico) Henrique Roxo. Em defesa da classe médica, o presidente do Sindicato dos Médicos, José Roberto Crespo de Souza, enfatizou a necessidade de regularização das pendências nos repasses federais e municipais.
Verba limitada traz clima de apreensão
Com verba limitada em R$ 3 milhões por mês, para a complementação da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), que atualmente é dividida conforme os procedimentos realizados por todas as entidades conveniadas, representantes dos hospitais se mostraram apreensivos, por receio de que o valor não seja suficiente para cobrir os gastos gerados pela demanda de atendimentos no município.
O presidente do Hospital Plantadores de Cana (HPC), Frederico Paes, chegou a declarar que a verba de complementação municipal, alcançaria 50% da receita da unidade. “Sem este valor nenhuma entidade filantrópica sobrevive. Se morrer uma pessoa no hospital hoje, que eu não tenho dinheiro para comprar, quem é o responsável?”, indagou o presidente.
Em virtude da insatisfação por parte dos representantes das unidades hospitalares, foi decidido que o valor que ultrapassar o teto definido pela Prefeitura, até a nova contratualização, que deverá ocorrer no próximo mês de outubro, será exigido através de cobrança administrativa com o prazo de 45 dias para a decisão do município, sobre este requerimento, e o pagamento a entidade hospitalar solicitante em até 10 dias úteis.
Novo encontro será na próxima segunda
Seguindo os acordos de resolução entre o poder público municipal e as entidades da rede conveniada ao SUS, previstos na audiência de quinta, na próxima segunda-feira (22), os representantes dos hospitais Abrigo Dr. João Viana e Henrique roxo, se reunirão com membros da secretaria de Saúde, secretaria de Fazenda e de Controle, para discutirem e resolverem a melhor forma de pagamento dos saldos atrasados, determinando um prazo máximo de 10 dias para a compensação.
De acordo com as deliberações da audiência, as reuniões ocorrerão durante toda a semana, em dias alternados, nas mesmas condições, na sede da secretaria de Saúde.
17/07/2015 11:00

sábado, 11 de julho de 2015

Geral - Sindicato dos Médicos recebido por representantes da Prefeitura Folha da Manhã Online

Geral - Sindicato dos Médicos recebido por representantes da Prefeitura Folha da Manhã Online



Sindicato dos Médicos recebido por representantes da Prefeitura

Anunciados os novos vilões da crise na saúde pública do município de Campos. Após decisão do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), que determinou, no início da noite desta sexta-feira (10), o encerramento do estado de greve da categoria, iniciado na última quarta-feira (08), representantes do governo municipal responsabilizaram a gestão das entidades hospitalares privadas conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), pelos atrasos nos salários dos médicos, que já se arrastariam por quase um ano. “Os atrasos têm ocorrido por responsabilidade por parte dos hospitais”, informou a nota emitida pela Superintendência de Comunicação do município.
O presidente do Simec, José Roberto Crespo, acompanhado do seu vice, Ezil Reis, e integrantes da classe médica, estiveram presentes no auditório do centro administrativo José Alves de Azevedo, sede da Prefeitura, em uma audiência a portas fechadas com o secretário de governo Anthony Garotinho, e outros membros da cúpula municipal, que culparam os hospitais pela má gestão do dinheiro público.
Dentre os principais pontos da pauta estavam à má gestão dos valores do Ministério de Saúde, para cumprir o pagamento dos salários dos médicos, que estariam sendo utilizados indevidamente pelas unidades, gerando atraso na liberação das devidas remunerações. “Viemos abrir um canal de diálogo, e acredito que estamos no caminho da solução. De acordo com as afirmações que recebemos esta noite, os salários estarão sendo regularizados dentro de 30 dias, no máximo. É a nossa hora de dar um voto de confiança a Prefeitura”, afirmou Crespo.
Na reunião, ainda foi discutida uma nova forma de pagamento, onde os repasses seriam feitos através de transferências diretas das contas vinculadas à prefeitura, aos profissionais, excluindo assim a gestão das entidades no processo de distribuição salarial por procedimentos já executados. No entanto, esta alteração consensual, deverá passar pelos diretores e administradores das entidades.
Em nota, a superintendência de comunicação informou que a prefeitura estaria em dia com os repasses das verbas do SUS aos hospitais privados e que estaria seguindo o cronograma de pagamentos das parcelas municipais.




(M.P.)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

A (perigosa) Cultura do Pronto Socorro SBP

ARTIGO DO PROFESSOR JAYME MURAHOVSCHI QUE SE APLICA A TODOS OS MÉDICOS E PACIENTES QUE PROCURAM O PRONTO SOCORRO.



A (perigosa) Cultura do Pronto Socorro SBP

Para o pediatra refletir e orientar seus pacientes

Dr. Jayme Murahovschi
Há 50 anos atrás, praticamente não existiam pronto-socorros pediátricos. Em caso de emergência ou quando as condições não permitiam levar o doente ao consultório, o médico era chamado para uma consulta a domicílio. Geralmente o médico atendia o chamado após o horário do consultório e não eram raras as visitas já tarde da noite ou até de madrugada. Os mais velhos conhecem pessoalmente e os jovens ouviram falar de médicos lendários que ficavam na casa do paciente em longas conversas sem pressa que começavam com uma toalha limpa para enxugar as mãos e terminavam com um cafezinho caprichado.
Aí surgiram os pronto-socorros, ao mesmo tempo que o trânsito nas grandes cidades se transformava num complicador para as visitas a domicílio.
O PS pediátrico presta grandes serviços, mas nos últimos anos está havendo uma (perigosa) distorção do uso desse serviço. O que era (e é) apenas para atender emergências está sendo utilizado como recurso para consultas pediátricas comuns. E essa nova e perigosa “cultura do pronto-socorro” contaminou todas as camadas sociais, tanto as menos favorecidas como até as de melhor nível sócio-econômico. Hoje é comum o plantonista atender tosses de 2 semanas de duração, asma fora de crise, resfriados e faringites comuns. E se a criança não melhora… a família volta ao PS (o mesmo ou outro) mas sempre atendido por um plantonista diferente… Qual o problema? Mesmo sendo um excelente médico, o plantonista nunca viu, não conhece as características da criança e vai ter que receitar para esse paciente, o qual provavelmente nunca mais verá.
Talvez para agradar o paciente, vê-se receita de 14 dias de antibiótico para uma sinusite. É errado? Não necessariamente. Mas como essa criança vai tomar antibiótico durante todo este tempo sem que se faça uma revisão no meio do tratamento?
Qual a explicação para essa “cultura do PS”?
Em primeiro lugar, provavelmente um certo comodismo da sociedade atual que prefere ir a um lugar que atende as 24 horas do dia. Mas essa comodidade, não raro, custa caro, com espera prolongada na sala de espera.
Outros dizem que fica mais fácil para fazer exames de laboratório. Mas exatamente por essa facilidade e aliado ao fato do plantonista não conhecer o doente e não ter possibilidade de pedir retornos e contatos telefônicos, ocorre um exagero no pedido de exames e RX, nem sempre necessários. E aí mais tempo dispendido.
O pediatra que acompanha regularmente a criança é o clínico que pode dar uma orientação contínua e pedir os exames realmente indicados.
Então como é que fica?
Oriente seu paciente para:
1) Levar ao PS nas emergências verdadeiras como falta de ar, convulsão, febre altíssima, vômitos que não param…. e no caso em que o pediatra não pode ser encontrado.
2) Assim que possível, comunique o ocorrido ao seu pediatra. Ele vai orientar a continuação do tratamento.
3) Nunca procure fazer tratamentos completos no PS, fazendo retornos frequentes com plantonistas diferentes.
 
• Pronto socorro é ótimo para cuidar de urgências.
• Não deixe de comunicar ao seu pediatra para que ele oriente a continuação do tratamento.
• Seu pediatra deve ser consultado regularmente para que ele possa cuidar da saúde (não só da doença) de seu filho.

Reflexões/Sugestões
1. Ao pediatra geral:
No ambulatório/consultório não aja como socorrista, isto é, não se limite a tratar a queixa mas seja um promotor da saúde. Indague e oriente sobre o tipo de vida de toda família (alimentação, atividade física, condições de habitação, alimentação, desenvolvimento, vacinação, hábito intestinal, problemas de comportamento. O pouco tempo disponível para a consulta não é pretexto para que as atitudes de promoção de saúde não sejam feitas de uma maneira criativa.
2. Aos serviços de Pronto Socorro
Colocar uma mensagem impressa (educativa e até de defesa profissional) no receituário:
 
Aos responsáveis pela criança
Neste Pronto Socorro foi feito um atendimento de urgência.
Comunique ao seu pediatra para que ele acompanhe o tratamento.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Geral - “O médico está bancando o sistema de saúde em Campos”, diz presidente do sindicato Folha da Manhã Online

Geral - “O médico está bancando o sistema de saúde em Campos”, diz presidente do sindicato Folha da Manhã Online

“O médico está bancando o sistema de saúde em Campos”, diz presidente do sindicato

Jhonattan Reis
Foto: Genilson Pessanha 
“O médico está bancando o sistema de saúde em Campos”, afirmou, nesta quarta-feira (8), o presidente do Sindicato dos Médicos, José Roberto Crespo, em entrevista coletiva realizada no auditório Lenício de Almeida Cordeiro, na Faculdade de Medicina de Campos (FMC), para abordar a situação da Saúde na cidade. Em estado de greve decretado em assembleia na noite anterior, os profissionais pretendem um acordo com a Prefeitura de Campos para evitar uma paralisação. Na coletiva, que começou por volta das 12h, além de José Roberto, estiveram presentes o vice-presidente do sindicato, Ezil Reis, a médica Lígia Muylaert e o clínico geral Reinaldo Tavares. O presidente do sindicato ainda afirmou que muitos profissionais estariam há quase um ano sem receber salários e que os médicos não estariam sendo priorizados pelo município.
— Eu, por exemplo, estou com salários atrasados desde novembro de 2014. Efetivamente o médico está bancando o sistema de saúde de Campos. Essa é a grande realidade. O médico acaba usando suas amizades para atender um paciente A ou B, então quem está bancando o sistema é o doutor com suas relações interpessoais. A situação é grave, pois os hospitais estão em crise e não estão repassando os recursos para os médicos. Isso está gerando uma insatisfação grande desses profissionais. Eles não estão motivados a trabalhar e vão acabar começando a abandonar seus postos de trabalho, como muitos já fizeram, o que vai gerar uma dificuldade grande no sistema. Muitos profissionais não querem mais trabalhar nesse regime de prestação de serviços. Este gera insegurança para esse profissional, que trabalha somente pelo que atende e, como está há meses sem receber salários, acaba abandonando o sistema — disse José.
O presidente do sindicato ainda afirmou: “O médico é o último a ser pago. O hospital, quando recebe dinheiro do sistema de saúde, paga seus fornecedores, funcionários, alimentação, seus consumos, mas esquece dos médicos. Esquece um mês de salários dos médicos, dois, três, quatro... Só que quem produz o serviço para pagar todos os funcionários é o doutor que está trabalhando e que não está sendo pago”, falou José Roberto, que ainda indicou que o sindicato busca uma forma de resolver o problema com o município. “O poder público, que conhece bem essa sistemática, tem que dar um salto de qualidade na cidade. Os gestores têm que colocar a saúde como prioridade e pagar os profissionais que efetivamente trabalham, que são os médicos, profissionais que dão assistência à população”, acrescentou.
08/07/2015 14:43

sexta-feira, 3 de julho de 2015

AGE DIA 07/07/2015 - 19H NA SFMC:SITUAÇÃO DOS MÉDICOS DA REDE CONVENIADA AO SUS E ATRASO NO PAGAMENTO DAS GRATIFICAÇÕES DOS MÉDICOS CEDIDOS À REDE PÚBLICA DA PMCG.

SINDICATO DOS MÉDICOS DE CAMPOS
        FILIADA À FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS
CNPJ- 30.405.708/0001-93
    SEDE: Av. Alberto Torres, 205 – Tel/Fax: 2723-2593 – 2724-2664 – 99780-2589
Blog : http://simec-simec.blogspot.com
Campos dos Goytacazes-RJ

 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

            O Sr. Presidente do Sindicato dos Médicos de Campos dos Goytacazes, no uso das atribuições que lhe são conferidas, convoca os senhores Diretores e associados, em pleno gozo de seus direitos sindicais para se reunirem em Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 07 de  Julho de 2015, às 19h, em primeira convocação, ou às 19h30min. em segunda convocação com qualquer número de associados no auditório da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia situado a Av. Alberto Torres, 205- altos, para a seguinte ordem do dia:
 A) Discutir a situação dos médicos prestadores de serviço ao SUS na rede conveniada;
B) Atraso no pagamento das gratificações dos médicos cedidos (Secretaria de Estado de Saúde e Ministério da Saúde) à rede publica;
C) Assuntos Gerais.

                               Campos dos Goytacazes, 03 de julho de 2015.


Jose Roberto Crespo de Souza
Presidente do SIMEC





quarta-feira, 1 de julho de 2015

O DESCASO NA SAÚDE CONTINUA!

O DESCASO NA SAÚDE CONTINUA!

Passados quatro meses do acordo firmado entre a cúpula do governo municipal e o Sindicato dos Médicos de Campos, a respeito das reivindicações dos profissionais de saúde, estamos até hoje sem as soluções prometidas. Depois de longas conversas e reuniões na secretaria de administração em que ficou definido a nova regulamentação da cessão dos servidores estaduais, vimos depois desse tempo todo sem receber suas complementações e gratificações salariais; o governo não honrou o acordo com esses profissionais, e neste ultimo mês teria a promessa de colocar em dia todos os atrasos e normalizar o pagamento, o que não ocorreu isto é, todos estão nos seus postos de trabalho cumprindo suas obrigações e o município não cumpriu as dele.
“É inacreditável como está sendo tratada a saúde em Campos, além do trabalho médico nos hospitais contratados estarem atrasados, vemos também o atraso com os servidores estaduais cedidos, desde março de 2015”.

O Simec tem procurado sempre o dialogo com o governo por isso não sabemos até que ponto estes problemas são oriundos de “erros” administrativos, pois não é admissível o que vem ocorrendo, pois estes servidores já prestam serviços ao SUS desde a sua criação, isto é há 25 anos.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Feridas incuráveis na Saúde Folha da Manhã Online

Geral - Feridas incuráveis na Saúde Folha da Manhã Online

Feridas incuráveis na Saúde

Arnaldo Neto e
Rodrigo Gonçalves
Fotos: Rodrigo Silveira e
Genilson Pessanha 
Se as inspeções do Ministério Público Federal (MPF) nos hospitais do município já constataram que existe um caos na Saúde de Campos, novas feridas começaram a ficar expostas neste mês. Isso porque, em menos de dez dias, a secretaria de Saúde resolveu suspender as cirurgias eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) denunciou atraso de pagamento nos hospitais conveniados da Prefeitura. Neste cenário conturbado, com mais denúncias de mau atendimento, a pedido da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva através do promotor Leandro Manhães, o juiz da 1ª Vara Cível de Campos, Ralph Machado Manhães Júnior, determinou a apresentação de documentos que comprovem o repasse de verbas do SUS e municipais para as unidades.
Os secretários de Saúde, Controle, e Fazenda, o presidente da Fundação Municipal de Saúde e a prefeita estão intimados. “Há a constatação generalizada da total deficiência dos serviços de saúde, havendo verdadeiro descaso para com as pessoas, indicando uma situação totalmente desumana. Não se pode admitir que o município possa utilizar verbas púbicas para fins de propaganda institucional ou para a realização de shows e eventos afins (...) em flagrante prejuízo para a educação e principalmente para a saúde da população”, observa o juiz Ralph Manhães em sua decisão.
O que é relatado tanto pelo juiz, quanto na ação proposta pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, através do promotor Leandro Manhães, é que há muitas ações sendo ajuizadas na Comarca de Campos nas quais se pede a prestação integral e eficiente dos serviços de saúde, como medicamentos, cirurgias, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), exames e assistência domiciliar, dentre outros.
Mas não só a Justiça está ciente dos problemas na Saúde. Há dez dias um registro de ocorrência foi feito por um deficiente visual na 134ª Delegacia de Polícia (Centro), que não conseguiu uma consulta específica de emergência nas três principais unidades de cidade.
O vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Doutor Chicão, negou a falta de repasse das verbas do SUS, mas, diferente da nota da secretaria na qual era relatado que “o município cumpria sua parte na parceria com os hospitais contratualizados”, Chicão afirmou que a verba municipal está atrasada. Segundo ele, o motivo seria a queda no repasse dos royalties do petróleo. “O repasse que chega ao Fundo Municipal de Saúde oriunda do Fundo Nacional de Saúde, que é a verba federal, está em dia com os hospitais. A verba municipal é um complemento que a Prefeitura de Campos oferece aos hospitais devido à defasagem da tabela do SUS”, explicou Chicão.
Durante a semana, representantes de hospitais conveniados à Prefeitura informaram que o repasse da verba do SUS estaria em dia, mas que a municipal estava atrasada há algum tempo.
“Queda dos royalties não justifica o caos”
Desde o início do ano a queda na arrecadação dos royalties de petróleo é apontada como o principal fator para todos os problemas do município. Com o caos na saúde não é diferente. Antes de Chicão relatar à Folha na última terça-feira (9) que o atraso da complementação de verba que o município oferece aos hospitais conveniados seria pela perda da compensação, o juiz Ralph Manhães alertava que essa não poderia ser a justificativa. “A noticiada queda de arrecadação desta verba se deu recentemente, tendo, até então, o município réu recebido valores consideráveis a título de royalties, não se justificando, portanto, o caos atual da saúde”, relatou o juiz em seu despacho.
Com o orçamento de mais de R$ 2,5 bilhões de Campos no ano passado tendo sido impulsionado pela compensação feita por explorar petróleo na Bacia, como também ocorreu nos anos anteriores da atual gestão, o juiz observa ainda mau uso do dinheiro público. “Causa mais espanto ainda a falta de critério no direcionamento da verba pública, com o custeio de shows e outras atividades não necessárias em detrimento de uma das funções precípuas do ente público municipal, qual seja, prestação de serviços de saúde para a população, chegando-se a construir um sambódromo para abrigar tais eventos, o que destoa radicalmente das necessidades básicas dos mais necessitados”, salientou Ralph Manhães.
Câmara debate “diagnósticos distintos”
Antes das novas feridas expostas nesta semana, a Saúde de Campos foi examinada durante audiência pública realizada na quarta-feira, 3 de junho, na Câmara. Gestores e vereadores ligados ao governo apontaram progresso, sem a necessidade de grandes intervenções. Já a oposição afirmou que “a Saúde está na UTI”.
Na ocasião, Chicão apresentou uma espécie de “Raio X” da Saúde. “Problemas sempre vão existir, mas os avanços são nítidos e podemos comprovar”, disse Chicão, ressaltando que “problemas com a área da Saúde até o Barack Obama enfrenta”.
A audiência ocorreu após o Ministério Público Federal (MPF) constatar falta de estrutura física, medicamentos e ausência de médicos em unidades do município, além de remédios com data de validade vencida. Após a inspeção do MPF, os problemas não diminuíram. No Hospital Geral de Guarus (HGG), por exemplo, usuários seguem relatando problemas, inclusive com o chamado “plantão de caos”, com apenas um clínico geral, sem pediatra, remédios na farmácia, além do aparelho de raio-X quebrado na sexta-feira passada.
14/06/2015 11:00

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Chicão admite suspensão de repasse de recursos e culpa royalties Folha da Manhã Online

Geral - Chicão admite suspensão de repasse de recursos e culpa royalties Folha da Manhã Online

Chicão admite suspensão de repasse de recursos e culpa royalties

Dulcides Netto
Em meio a decisão da Justiça que determinou que a Prefeitura apresentasse documentos de repasses federais, provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e verbas municipais, o vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão, negou a falta de repasse federal e informou que a verba municipal está atrasada há dois meses. Segundo ele, o motivo seria por conta da queda do repasse dos royalties do petróleo e a verba não tem data definida para retorno. A falta do repasse municipal foi confirmada pelos hospitais, que declararam não terem sido informados quanto ao assunto.
— O repasse que chega ao Fundo Municipal de Saúde pelo Fundo Nacional de Saúde que é a verba federal está em dia com os hospitais. O que acontece é que o valor é submetido a análise e o mesmo pode demorar até 60 dias para ser repassado às unidades de saúde. A verba municipal é um complemento que a Prefeitura de Campos oferece aos hospitais devido a tabela do SUS estar defasada. Quero ressaltar que outras prefeituras não ofertam esse valor aos hospitais — destacou Doutor Chicão, ressaltando que o repasse da verba federal deverá cair na conta dos hospitais até o próximo dia 15 (segunda-feira).
Na decisão do juiz Ralph Manhães, titular da 1ª Vara Cível de Campos, relata que, “há precariedade do serviço prestado pelo município demandado, o que não se pode admitir em se tratando de um ente federativo com recebimento de royalties tal como vem recebendo este município, lembrando-se que a noticiada queda de arrecadação desta verba se deu recentemente, tendo, até então, o Município réu recebido valores consideráveis à título de Royalties, não se justificando, portanto, o caos atual da saúde. Causa mais espanto ainda a falta de critério no direcionamento da verba pública, com o custeio de shows e outras atividades não necessárias em detrimento de uma das funções precípuas do ente público municipal, qual seja, prestação de serviços de saúde para a população, chegando-se a construir um sambódromo para abrigar tais eventos, o que destoa radicalmente das necessidades básicas dos mais necessitados deste município”, declarou a sentença.
Manhães intimou os secretários de Saúde, Controle e Fazenda; o Presidente da Fundação Municipal de Saúde e a Prefeita, para que, na esfera de atribuições de cada um exibam em 10 dias, relatório detalhado sobre eventuais valores referentes às ações e serviços públicos de Saúde; exibam em 10 dias, os documentos que comprovem as transferências de valores efetuadas pelo Município, por qualquer de seus órgãos, ao Fundo Municipal de Saúde, nos anos de 2013 a 2015, mês a mês; transfiram, no prazo de 5 dias, para o Fundo Municipal de Saúde, os saldos porventura existentes em outras contas, não vinculadas ao Fundo Municipal de Saúde e os respectivos rendimentos desde 2013.
— Vou cumprir tudo que está determinado. Trata-se de uma decisão judicial e a mesma deve ser cumprida — finalizou Doutor Chicão. 
10/06/2015 16:45

domingo, 7 de junho de 2015

Geral - Médicos da rede conveniada à Prefeitura sem pagamento Folha da Manhã Online

Geral - Médicos da rede conveniada à Prefeitura sem pagamento Folha da Manhã Online

Médicos da rede conveniada à Prefeitura sem pagamento

Devido ao atraso nos repasses hospitalares, médicos da rede conveniada à Prefeitura estão com o pagamento atrasado há cinco meses. Nesta semana, parte dos profissionais recebeu os salários referentes à produção de novembro do ano passado. Em outras unidades, o pagamento é referente ao mês de dezembro. Diante do descaso, o Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) vem a público denunciar o colapso do sistema de Saúde do município.
Como suporte a esta estrutura, a cidade possui uma rede conveniada com Sistema Único de Saúde (SUS) de quatro hospitais gerais que integram o sistema de atendimento à população, não só de Campos, mas de toda a região. A parcela de cidadãos que depende do sistema público para o tratamento de alguma patologia não é pequena: cerca de 85%.
O presidente do Simec, José Roberto Crespo, afirma que o município possui sua rede própria de assistência, cujos problemas são mais que conhecidos: rede básica ineficaz, postos 24 horas sem as estruturas físicas e técnica para dar cabo às demandas da população. Muitos pacientes não fazem, sequer, os exames mínimos de urgência: ECG, RX e exames laboratoriais. Com isso, a maioria dos casos é encaminhada ao Hospital Ferreira Machado e Hospital Geral de Guarus, criando a sobrecarga ao atendimento nestes hospitais, além de descaracterizar os casos que deveriam ser realmente atendidos nestas unidades hospitalares.
“Estamos acompanhando há vários anos o descompromisso da gestão pública com a população. Embora afirme que o município aplica quase 40% do seu orçamento em Saúde, este investimento não se transforma em um atendimento digno ao usuário. Além da tabela de honorários do Ministério da Saúde estar completamente defasada, há cerca de 15 anos sem reajuste, há um pacto perverso entre a municipalidade e a rede conveniada, onde o médico fica sempre em último plano, com uma lógica que não conseguimos entender. Paga-se aos diretores, fornecedores, insumos, água, luz, funcionários, etc. E o médico, que produz o recurso para pagar a todos eles não é lembrado, fica sempre para depois”, denunciou o presidente do Sindicato.
Para concluir, Crespo destacou que a contratualização com a rede conveniada não avança, os pacientes estão sem acesso a consultas e exames, o médico está desistindo de trabalhar por prestação de serviços e houve o retorno das extintas filas nas portas dos hospitais para marcação de consultas, situação que não se via há anos.
“È vergonhoso e humilhante ver isso vários dias em todos os nossos hospitais. Não dá para o médico ficar refém dessa engrenagem. É preciso voltar a pagar diretamente aos médicos os seus honorários, separando o que é serviço médico de serviços hospitalares, como sempre foi feito pelo Ministério da Saúde”, avaliou José Roberto.
Ele ainda apresentou a solução para que volte a haver regularização no pagamento: a criação de um calendário mensal de repasse dos serviços prestados pelos hospitais, com transparência e divulgação nos órgãos de imprensa. “Com isso todos os interessados poderão cobrar os seus recursos”, finalizou o presidente do Simec.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Defasagem na Tabela SUS afeta maioria dos procedimentos hospitalares

Defasagem na Tabela SUS afeta maioria dos procedimentos hospitalares




Foto: CFM 

11/05/2015

Mais de 1.500 procedimentos hospitalares incluídos na Tabela SUS, padrão de referência para pagamento dos serviços prestados por estabelecimentos conveniados e filantrópicos que atendem a rede pública de saúde, estão defasados. A lista poderia ser ainda maior se considerados os atendimentos ambulatoriais, não apontados neste levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a perda acumulada no período de 2008 a 2014, com base em dados do Ministério da Saúde.

Por procedimentos mais frequentes, como a realização de um parto normal, por exemplo, as unidades hospitalares receberam, em 2008, cerca de R$ 472 a cada Autorização de Internação Hospitalar (AIH) aprovada. Sete anos depois, o valor passou para R$ 550 – quase 60% inferior ao que poderia ser pago se corrigido por índices inflacionários como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Se o fator de correção fosse o salário mínimo, o montante chegaria a R$ 823.

Situação semelhante acontece no pagamento pelo tratamento de pneumonias. Em 2008, cerca de R$ 707 eram pagos a cada internação. No ano passado o valor médio passou para R$ 960, cifra defasada em 90% quando comparada com os principais índices de inflação acumulados no período. Aplicados estes índices, estima-se que o pagamento por despesas com este tipo de internação alcançasse até R$ 1.234.

Os dados foram coletados junto à base de dados Sistema de Informações Hospitalares do SUS - SIH/SUS, gerido pelo Ministério da Saúde. Além da quantidade de procedimentos autorizados a cada ano, foram confrontados os valores totais e médios pagos em cada um dos procedimentos (confira abaixo o déficit dos 15 procedimentos hospitalares com maior volume de produção ou clique aqui para acessar a lista completa). 

15 procedimentos de maior produção no SUS
15 procedimentos de maior produção no SUS


Subfinanciamento – Para o presidente do CFM, Carlos Vital, os valores confirmam uma realidade diária: a desvalorização da assistência, com falta de planejamento, financiamento limitado e gestão errática que desestimula os médicos e demais profissionais de saúde que atuam no SUS. Como resultado desse déficit financeiro, explica o presidente da Autarquia, “o País sofre com o fechamento de leitos, a desativação de hospitais, a crise no segmento filantrópico da assistência e a sobrecarga nas contas públicas de estados e municípios, que precisam se desdobrar para garantir o atendimento da população”.

A definição de recursos mínimos obrigatórios das três esferas de Governo, para o financiamento do SUS, foi alcançada em 2000 por meio da Emenda Constitucional 29. Para estados, Distrito Federal e municípios a EC 29 tem como base a aplicação de percentual da receita de impostos e transferências constitucionais e legais (12% para Estados e 15% para municípios). Para a União o piso seria corrigido pela variação nominal do Produto Interno Bruto do ano anterior. Entre 2000 e 2013, enquanto estados e municípios saíram de um patamar de 40% para 57% de participação no financiamento do SUS neste período, a União apresentou decréscimo de 60% para 43%. 

Inflação acumulada em produtos e serviços
Inflação acumulada em produtos e serviços

O conselheiro Claudio Franzen, representante do Rio Grande do Sul no CFM e que acompanhou de perto o processo de criação da Tabela SUS, em meados dos anos de 1990, também criticou a falta de atualização dos valores referenciais, que definem quanto a União destinará aos estados e municípios como contribuição ao pagamento dos procedimentos realizados na rede conveniada. “Além dos gastos com os profissionais, as contas com luz, água, remédio, transporte, limpeza e tantas outras despesas sobem, enquanto o governo mantém sua participação congelada. A sobrevivência do SUS depende diretamente do descongelamento da Tabela SUS, pois a permanecer a atual situação, médicos, serviços e hospitais terão que abandonar o atendimento ao SUS", criticou.

De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os custos de alguns produtos e serviços essenciais ao funcionamento de hospitais, por exemplo, chegaram a dobrar entre 2008 a 2014. O gasto com a compra de produtos alimentícios, usados no preparo das refeições dos pacientes, sofreu variação positiva de 58,4%.

O custo dos serviços de manutenção aumentou 44%, percentual idêntico ao dos reajustes de artigos de limpeza (necessários à higienização dos ambientes). No caso de serviços, a alta também foi importante: água e esgoto tiveram alta de 35,5%; eletricidade (14,2%) e combustível (38,45%). A estes índices, que são referências para o ajustamento de planilhas de custo dos estabelecimentos, devem ser acrescidos gastos de profissionais de áreas de suporte, como agentes administrativos, equipes de cozinha e de limpeza (confira ao lado alguns produtos e seus reajustes).  

Fonte: CFM 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Vereadores aprovam gratificação especial e complementação de salários para os médicos emergencistas

Vereadores aprovam gratificação especial e complementação de salários para os médicos emergencistas

O plenário da Câmara Municipal de Campos aprovou por unanimidade dois projetos do Executivo, na sessão desta quarta-feira (11). Um foi o projeto de lei nº 027/2015, que concede gratificação especial para os médicos emergencistas e o outro, de nº 028/2015, que complementa o salário dos servidores cedidos pela Secretaria Estadual de Saúde.

Líder do governo na Câmara, vereador Mauro Silva ressaltou que a prefeita Rosinha Garotinho, mesmo em tempos de crise, teve a sensibilidade de retomar a gratificação, com corte de 20%. No dia 25 de fevereiro, a Câmara aprovou projeto de lei, também do Executivo, que extinguia o benefício.
Vereador da oposição, José Carlos parabenizou a prefeita pela iniciativa. “Não seria produtivo para o município retirar a gratificação”.
Com relação ao projeto de nº 028, Mauro Silva explicou que, ao complementar o salário, a prefeitura está equiparando os salários dos servidores cedidos pelo Estado aos do município, porque os rendimentos pagos pela prefeitura são maiores do que os pagos pelo governo estadual.

O presidente da Câmara, vereador Edson Batista, disse que o pedido de urgência na votação dos projetos se deu em função da folha de pagamento dos servidores, que fecha no dia 12. “Se não fosse votado, teríamos um atraso de mais de um mês”.

sábado, 7 de março de 2015

Assembleia geral 2ª feira às 19 h. Avaliar proposta da prefeitura.

Assembleia Geral na 2ª feira dia 09/03/2015 às 19 h para avaliar proposta da prefeitura de corte de 20% na  gratificação referente aos plantões de 12 h com retorno aos plantões de 24 h.



Geral - Sem definição, ameaça continua Folha da Manhã Online


Sem definição, ameaça continua

Foto: Genilson Pessanha
A Prefeitura propôs aos médicos do Hospital Ferreira Machado (HFM), Hospital Geral de Guarus (HGG) e secretaria de Saúde a volta do plantão de 24 horas semanais, porém com corte de 20% na gratificação da categoria. A informação é do presidente do sindicato dos Médicos de Campos (Simec), José Roberto Crespo, afirmando que, após a reunião de sexta-feira (06) na prefeitura, os médicos vão se reunir em assembleia, na próxima segunda-feira, dia 9, na Faculdade de Medicina de Campos (FMC), a partir das 19h, e decidir os rumos do movimento. A categoria está em estado de greve desde o final de janeiro, em repúdio ao corte nos salários. O secretário de Governo Anthony Garotinho teria justificado que precisou fazer reajustes e cortes nos salários da categoria para readequar o novo orçamento, que neste ano teria o contingenciamento de cerca de R$ 1 bilhão.
— Estou preocupado com essa proposta, já que não há benefícios para os médicos. A nossa intenção era a volta do piso salarial no valor de R$ 5.516 (referente a 7 salários mínimos), como determinado na primeira gestão do então prefeito Garotinho, em 1989. Porém, a prefeitura não aceitou e o piso salarial, que está defasado se comparado com os municípios de São João da Barra e Macaé, continua em R$ 3.500 — declarou Crespo, afirmando ainda, que a prefeitura prometeu fazer um mutirão para realizar melhorias nas unidades de saúde e ofereceu disponibilidade aos médicos para integrarem ao programa Estratégia Saúde da Família (ESF), com verba do Ministério da Saúde, para complementar a renda. A reportagem tentou com contato com a secretaria de Comunicação, mas não teve êxito.
07/03/2015 11:50

Assembleia geral 2ª feira às 19 h. Avaliar proposta da prefeitura.

Assembleia Geral na 2ª feira dia 09/03/2015 às 19 h para avaliar proposta da prefeitura de corte de 20% na  gratificação referente aos plantões de 12 h com retorno aos plantões de 24 h.